Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2007

ENTREVISTA A ALMEIDA GARRETT

 

Entrevistador (E): Como se define, Sr. Almeida Garrett?


Garrett (G): Sou político, poeta, cidadão,

Escritor iniciador do Romantismo.

João da Silva Leitão

É o meu nome de baptismo.


E: Sabemos que o seu apelido “Garrett” foi herdado de um tio paterno. Fale-nos um pouco desse tio.

G: Era um homem de origem irlandesa

Que até Portugal acompanhou

A comitiva de uma bela princesa.


E: Garrett pertencia a uma família burguesa, que nas suas terras da ilha Terceira se refugiou. Porquê?

G: Para escapar à segunda invasão francesa

Que Portugal nada desejou.


E: Aí, qual foi a educação que recebeu?

G: Aí, recebi uma clássica e iluminista educação

Do meu tio, Frei Alexandre da Conceição.

Mas as leis estavam em vista

E acabei por ser, em Coimbra, finalista.


E: Mas, além desse seu tio, também teve outros modelos literários. Quais?

G: Filinto Elísio foi o modelo literário

Das minhas odes, sonetos e outras composições.

Celebrei-lhe em verso um aniversário,

Pois assim se imortalizam as recordações!


E: Sabemos que, na altura, a vida de Portugal estava em confusão:

Garrett várias vezes se exilou.

Foi a favor da revolução

Até que o liberalismo triunfou.

Que consequências teve essa revolução na sua vida?


G: Regressado a Portugal, Passos Manuel apelou à minha colaboração

Para organizar o Teatro Nacional.

Eu, de alma e coração,

Projectei o Teatro D. Maria II e reformulei o reportório nacional.

Continuei a arte de escrever:

Narrativas e textos dramáticos também:

Leia-se Um Auto de Gil Vicente

E O Alfageme de Santarém.


E: Para além dessas duas obras que referiu, nessa altura também levou ao palco Frei Luís de Sousa. O que é que o inspirou nesta obra?

De amores novamente me perdi

Uma filha ficou, Maria,

Nome da personagem do drama que escrevi

Entristecendo quem o via.


E: O sopro da vida eterna chegou

Terminou com Folhas Caídas.

Um grande legado nos deixou:

Suas obras jamais serão esquecidas.

publicado por vitelos às 15:25

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1 comentário:
De soraya a 21 de Março de 2007 às 21:05
os meus sinceros parabéns não só pela parte gráfica k eu não sei a kem competiu mas também pelo exelente conteúdo... foi indubitavelmente original a ideia de uma entrevista e este nosso escritor marcante do século XIX detentor de uma forte indumentária e também de um espírito crítico que delineou profundamente as suas obras... A sua inconfundível forma de ironizar e contestar principalmente a sociedade da época, através das suas magníficas obras-primas que tinham sempre uma acção pedagógica , fica para sempre na literatura nacional como um mito...
Almeida Garret foi, sem dúvida, um romântico incurável ...

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