Domingo, 4 de Março de 2007

BIBLIOTERAPIA

Contra stress e depressão

 

Falar Verdade a Mentir é a solução!

Comédia não sujeita a reserva de bilhetes.

Composição: peça teatral com um sabor a riso devido às mentiras de Duarte que se tornam verdades graças a José Félix (esta informação não dispensa a leit

publicado por vitelos às 17:39

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Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2007

GRANDE REPORTAGEM

Era assim no século XIX…
A rede de relações familiares e de amizade desempenha muito naturalmente o seu papel: os irmãos e irmãs dos melhores amigos são partidos indicados, tal como os primos afastados que se encontram por ocasião de festas de família, casamentos, baptizados ou comunhões.
A sociabilidade burguesa cria ocasiões de encontro entre jovens: vendas de caridade, actividades desportivas, noites dançantes. As mães estão presentes para garantir o bom comportamento geral, avaliar os dotes, comparar os partidos em presença.
Durante o noivado as duas famílias regulam as condições e valor dos dotes e marcam a data de assinatura do contrato. Chegado o dia, os noivos vão com os parentes mais próximos ao notário, ou vem este a casa da noiva.
Os saraus são um momento privilegiado para praticar, como amador, a música e o teatro. Entre amigos facilmente se constituem grupos de instrumentistas ou de cantores que se encontram com regularidade, em casa uns dos outros.
No século XIX a sociabilidade e os lazeres masculinos inscrevem-se em espaços separados – clubes, cafés, salas de bilhar – onde as mulheres respeitáveis só vão se acompanhadas.
 
É assim em Falar Verdade a Mentir...
 
            Duarte é um jovem peralvilho, mentiroso compulsivo, primo e apaixonado de Amália e esta dele. Duarte retrata a vida mundana da época: frequenta o teatro, compõe modinhas, assiste à ópera e a concertos e frequenta o baile no clube de que é director.
            Amália é filha do Sr. Brás Ferreira, comerciante do Porto.
            José Félix, ladino e imaginativo, é criado do General Lemos. Revelando uma grande versatilidade, ele será, sucessivamente, um agiota, um inglês e um General Lemos, ou seja, mostrou-se capaz de assimilar rapidamente as características de algumas figuras da época e o discurso “da moda”, um discurso artificial. De facto, a moda é responsável por determinadas regras de comportamento (por exemplo, o General Lemos faz esperar os outros mas é costume esperar pelo seu criado), como também pela utilização de um discurso amoroso (declaração de José Félix a Joaquina).
             Joaquina, esperta e ladina, é criada de Amália, a qual lhe prometeu um dote no dia “que se assinassem as escrituras”. No seu diálogo inicial com José Félix alude a aspectos da época: a rivalidade entre o Porto e Lisboa; a oposição entre um discurso “da moda” e um discurso “real” e faz uma abordagem irónica de certos conceitos também na moda: comédia e drama.
            Se o Sr. Brás Ferreira apanhar Duarte numa mentira, lá se vai o casamento com Amália. De modo que todo o enredo da peça consiste em tornar verdade as mentiras que Duarte inventa, uma atrás da outra.
Falar verdade a Mentir é, de facto, uma comédia que corresponde ao gosto popular da época, com a finalidade de o “educar”.
 
Fontes: Bastos, Glória & Vasconcelos, Ana Isabel (2005). Falar Verdade a Mentir de Almeida Garrett. Porto: Porto Editora.
História da Vida Privada, Edições Afrontamento.
 
publicado por vitelos às 13:39

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Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2007

ENTREVISTA A ALMEIDA GARRETT

 

Entrevistador (E): Como se define, Sr. Almeida Garrett?


Garrett (G): Sou político, poeta, cidadão,

Escritor iniciador do Romantismo.

João da Silva Leitão

É o meu nome de baptismo.


E: Sabemos que o seu apelido “Garrett” foi herdado de um tio paterno. Fale-nos um pouco desse tio.

G: Era um homem de origem irlandesa

Que até Portugal acompanhou

A comitiva de uma bela princesa.


E: Garrett pertencia a uma família burguesa, que nas suas terras da ilha Terceira se refugiou. Porquê?

G: Para escapar à segunda invasão francesa

Que Portugal nada desejou.


E: Aí, qual foi a educação que recebeu?

G: Aí, recebi uma clássica e iluminista educação

Do meu tio, Frei Alexandre da Conceição.

Mas as leis estavam em vista

E acabei por ser, em Coimbra, finalista.


E: Mas, além desse seu tio, também teve outros modelos literários. Quais?

G: Filinto Elísio foi o modelo literário

Das minhas odes, sonetos e outras composições.

Celebrei-lhe em verso um aniversário,

Pois assim se imortalizam as recordações!


E: Sabemos que, na altura, a vida de Portugal estava em confusão:

Garrett várias vezes se exilou.

Foi a favor da revolução

Até que o liberalismo triunfou.

Que consequências teve essa revolução na sua vida?


G: Regressado a Portugal, Passos Manuel apelou à minha colaboração

Para organizar o Teatro Nacional.

Eu, de alma e coração,

Projectei o Teatro D. Maria II e reformulei o reportório nacional.

Continuei a arte de escrever:

Narrativas e textos dramáticos também:

Leia-se Um Auto de Gil Vicente

E O Alfageme de Santarém.


E: Para além dessas duas obras que referiu, nessa altura também levou ao palco Frei Luís de Sousa. O que é que o inspirou nesta obra?

De amores novamente me perdi

Uma filha ficou, Maria,

Nome da personagem do drama que escrevi

Entristecendo quem o via.


E: O sopro da vida eterna chegou

Terminou com Folhas Caídas.

Um grande legado nos deixou:

Suas obras jamais serão esquecidas.

publicado por vitelos às 15:25

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Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

"Falar Verdade a Mentir" e Almeida Garrett vamos descobrir!

Bilhete de Identidade
de
 Almeida Garrett
 
Nome: João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett
Data de nascimento: 4/02/1799
Local de nascimento: Porto
Filiação:
Pai: proprietário na ilha Terceira, tornou-se funcionário superior da Alfândega
Mãe: oriunda de uma família de comerciantes minhotos que tinham feito fortuna no Brasil
Estado Civil:
1822 – Casado e divorciado com Luísa Midosi
Enamorado de Adelaide Deville (acabou por falecer)
Data de falecimento: 9/12/ 1854
Uma "vista de olhos" pelas suas obras...
O Retrato de Vénus (poema), 1821
Catão (tragédia), 18221
Camões (poema), 1825
Dona Branca, ou A Conquista do Algarve (poema), 1826
Adozinda (poema), 1828
Lírica de João Mínimo (poesia), 1829
Da Educação, 1829
Portugal na Balança da Europa (ensaio político),1830
Um Auto de Gil Vicente (drama), 1838~O Afageme de Santarém, 1842
Frei Luís de Sousa (drama), 1843Romanceiro e Cancioneiro Geral, 1843
O Arco de Santana (romance), 1845
Flores Sem Fruto (poesia), 1845
Falar Verdade a Mentir (comédia), 1845
Viagens na Minha Terra (romance), 1846
O Arco de Santana (romance), 1850
Romanceiro (poesia), 1851
Folhas Caídas (poesia), 1853

 

FONTES: SARAIVA, J., LOPES, Óscar - História da Literatura Portuguesa, Porto Editora (1996); Dicopédia 2006.


publicado por vitelos às 13:17

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